Este projeto nasceu de uma mudança de cidade. O morador, publicitário, deixou São Paulo para se reinstalar no Rio de Janeiro com o seu cachorro e buscava um apartamento que funcionasse tanto para o dia a dia de solteiro quanto para receber amigos com facilidade. A reforma partiu de um programa enxuto, uma suíte, sala e cozinha integradas e amplas, lavabo e uma pequena área de serviço, sem varanda, e transformou essas restrições em um partido de planta livre e social.
Na sala e na cozinha, a integração é o fio condutor. O ambiente reúne estar, jantar e cozinha em um só volume, com ilha central em marcenaria clara que funciona como bancada de apoio, ponto de encontro e cozinha de trabalho ao mesmo tempo. O piso em vinílico, a marcenaria em tons claros e o trilho elétrico aparente, com uma pegada discretamente industrial, dão ritmo ao espaço sem pesar visualmente. Uma cama de cachorro discreta, posicionada junto ao tapete da sala, e uma mesa de jantar para receber convidados reforçam o uso real do apartamento.
A suíte segue a mesma lógica de conforto sem excesso. Uma cabeceira em madeira clara se destaca contra a parede em cinza claro, e uma bancada corrida junto à janela ampla oferece um canto de leitura e trabalho, banhado por luz natural filtrada por cortina translúcida. Uma câmera fotográfica vintage sobre o criado mudo é o único objeto pessoal do morador exposto no ambiente, um sinal discreto de autoria em meio à paleta neutra.
Os banheiros trazem a cor que assina o projeto. No banheiro da suíte, o azulejo pequeno em tom azul reveste a área de banho, ao lado de uma banheira solta que se tornou o centro do ambiente. No lavabo, o mesmo princípio se repete em verde, com azulejo pequeno cobrindo as paredes e uma cuba de apoio redonda sobre bancada branca. Em ambos os casos, a madeira clara da marcenaria e dos espelhos equilibra a intensidade da cor, mantendo a mesma identidade que percorre todo o apartamento.